Sunday, June 05, 2011

Remessas de divisas


    O sujeito se chama Marc Faber, e é norte-americano: - Ele é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado: "O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00." Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China. Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes. Se comprarmos um computador, vai para a Índia. Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala. Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão. Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan.... E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana. O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui. Estou fazendo a minha parte... - Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado: "Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior." Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas as prostitutas. Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo. -------------------------

Friday, June 03, 2011

A economia brasileira: uma cigarra que ganhou na loteria



A economia brasileira contou com a sorte grande nos últimos anos. O grande responsável por isso foi o acelerado crescimento chinês, que puxou o preço das commodities.

As reduzidas taxas de juros nos países desenvolvidos jogaram mais lenha na fogueira, ajudando os países com vastos recursos naturais. Nossos termos de troca, ou seja, a razão entre o que exportamos e o que importamos, deram um salto incrível desde 2003. Essa fantástica melhora se disseminou por toda economia.

Os dados macroeconômicos melhoraram, o país acumulou reservas internacionais, o crédito deslanchou e o setor privado aproveitou o bom momento para emitir dívida e capital. A moeda se apreciou bastante, e os ativos brasileiros passaram a valer mais. O boom chinês foi uma bênção para países como Brasil e Austrália. A correlação entre suas moedas desde 2003 é espantosamente alta.

Se antes mil toneladas de minério de ferro compravam determinada quantidade de televisores, hoje a mesma quantidade de minério compra dez vezes mais! Os habitantes dos países com vastos recursos naturais demandados pelos chineses enriqueceram rapidamente nos últimos anos. Mas o que pode ser negativo neste cenário, que à primeira vista parece tão promissor?

Fosse uma formiga responsável que tivesse tirado a sorte grande, tudo seria ótimo. Os cidadãos aproveitariam as oportunidades novas para investir mais e obter ganhos sustentáveis de produtividade, a educação seria alvo de melhorias substanciais com foco no longo prazo e até um fundo de reserva seria criado para os dias chuvosos, que são inevitáveis. Mas a triste realidade é que, no caso brasileiro, uma cigarra foi quem ganhou na loteria. Com demanda reprimida há anos e um horizonte temporal demasiadamente curto, ela partiu para o consumo calcado em crédito, um modelo claramente insustentável.

Um enorme agravante é a demanda insaciável do governo brasileiro por recursos. Como ele arrecada quase 40% do PIB, e não investe nem 1%, esses ganhos significativos dos termos de troca acabaram se transformando em mais bolsas assistencialistas, mais empreguismo no setor público e mais crédito estatal beneficiando grandes empresas próximas ao governo. A bolada da loteria chinesa virou gastança estatal ou má alocação de recursos por critérios políticos.

Como não ocorreram os investimentos em infraestrutura nem as reformas estruturais que viabilizariam um choque de produtividade, os gargalos econômicos logo ficaram evidentes. O país está com a menor taxa de desemprego do histórico calculado e inexiste hiato do produto. Em outras palavras, a economia está superaquecida após os estímulos do governo, possíveis graças às mudanças nos termos de troca. O resultado é uma inflação no topo da meta já elevada do BC, de 6,5%. E não se trata de uma inflação de oferta, causada pela alta das commodities, mas sim uma inflação de demanda, com o superaquecimento do setor de serviços.

Eis o quadro simplificado até aqui. Como ações são máquinas antecipatórias, muito desse cenário já está no preço do Ibovespa. Estrangeiros jogaram a toalha e bateram em retirada. Muitos fundos estão leves, com risco reduzido. Para frente, podemos apenas levantar hipóteses. Sazonalmente, a inflação tende a ceder nessa época. E com a queda das commodities, é possível que os próximos dados mensais se aproximem de zero. Se isso ocorrer e o cenário internacional permanecer estável, então pode ser que o Ibovespa se recupere temporariamente, com o alívio do pessimismo crescente do mercado.

Mas se o governo cantar vitória antes do tempo e encerrar os já tímidos esforços para conter o dragão inflacionário, os problemas se agravarão à frente. O cenário será de queda ainda mais acentuada da economia em 2012 e depois. Nesse caso, os investidores não terão uma boa opção na bolsa, de forma geral. O prognóstico mais provável de médio prazo não parece muito animador, uma vez que os desenvolvimentistas no poder demonstram acreditar realmente nesse modelo insustentável.

A aposta em Brasil depende muito da visão sobre o que acontece na China. Esse será o tema de um próximo artigo, mas posso adiantar que vejo alguns sinais preocupantes de esgotamento do modelo chinês. Se Deus é mesmo brasileiro, Deus queira então que a China possa evitar um "hard landing", pois isso seria catastrófico para o Brasil. Resta aos investidores rezar e se preparar para o pior, uma vez que do governo não se pode esperar grande coisa. A cigarra eufórica pode estar entrando na fase da ressaca.


Fonte: Valor Econômico
Data da informação: 03/06/2011

Monday, May 30, 2011

Os Homens, por Fernanda Montenegro







É ISSO MESMO!!???????

OS HOMENS
Por Fernanda Montenegro
O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem
afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está
o macho da espécie humana.

Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação
num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo,
(1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me
mantinha firme no relacionamento. Portanto,  por uma questão de
auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade
a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda
restam:

1. Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai
prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada
diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe
em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai
pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os
mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço
diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo
menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato
especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem
não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e
resolutiva.

3. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a
rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo,
trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando
não houver mais volta.


4. Respeite a natureza
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos?
Liberdade?  Carros?

Case-se com uma Mulher.

Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de
telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se
quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico
valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos,
empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro masculino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na
existência do cérebro feminino.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas
realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos).
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero
objeto de decoração.
Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados,
tente se relacionar com um homem de verdade.
Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao
contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona
como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele...
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu
lado, nunca atrás.
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele
estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher  sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para
motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu
homem, ela estará salvando a si mesma.

E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com
uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui
fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o
levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho

Friday, May 27, 2011

Fim da árvore genealógica...



Vai ser avó de quem?


Mãe, vou casar! 

Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ? 


Não é moça. Vou casar com um moço.. O nome dele é Murilo. 

Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico? Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa? 
Nada, não... Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo. 


Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...

Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.


Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. 

Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea... E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ? 


Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido. 

Tá ! Biscoito... Já gostei dele.. Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ? 


Por quê ? 

Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência. 


Você acha que o Papai não vai aceitar ? 

Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver.. . Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade. E olha que espetáculo: as duas metade com bigode. 


Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos os meus amigos são gays. 

Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã. 


A Bel já tá namorando. 

A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é? 


Uma tal de Veruska. 

Como ? 


Veruska... 

Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska. 


Mãe !!!...

Tá.., tá..., tudo bem...Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto .. 


Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.

Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada? 


Quando ele era hétero... A Veruska.

Que Veruska ? 


Namorada da Bel... 

"Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã . Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco... 


É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero...
 
De quem ? 


Da Bel. 

Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska. 


Isso. 

Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel. 


Em termos... 

A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel. 


Por aí... 

Por outro lado, a Bel....,além de mãe, é tia... Ou tio... Porque é tua irmã. 


Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai
 trocar. 
Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska. 


Exato! 

Agora eu entendi ! Agora eu realmente entendi...


Entendeu o quê? 

Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos! 


Que swing, mãe ?!!....

É swing, sim ! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra..... 


Mas... 

Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio.. 


A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso... 

Sei !!! ... E quando elas quiserem ter filhos... 


Nós ajudamos. 

Quer saber ? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero,o espermatozóide. .. A única coisa que eu entendi é que... 


Que.... ? 

Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser foda. 

* (Luiz Fernando Veríssimo)



Thursday, May 26, 2011

10 VERDADES SOBRE A CERVEJA!




 
1. A CERVEJA MATA?
Sim. Sobretudo se a pessoa for atingida por uma caixa de cerveja com
garrafas cheias. Anos atrás, um rapaz, ao passar pela rua, foi atingido por
uma caixa de cerveja que caiu de um caminhão levando-o a morte instantânea.

2. O USO CONTÍNUO DO ALCOOL 

 PODE LEVAR AO USO DE DROGAS MAIS PESADAS?
Não. O álcool é a mais pesada das drogas: uma garrafa de cerveja pesa cerca
de 900 gramas.
3. CERVEJA CAUSA DEPENDÊNCIA PSICOLÓGICA?
Não. 89,7% dos psicólogos e psicanalistas entrevistados preferem uísque.

4. MULHERES GRÁVIDAS PODEM BEBER SEM RISCO?
Sim. Está provado que nas blitz a polícia nunca pede o teste do bafômetro
pras gestantes. E se elas tiverem que fazer o teste de andar em linha reta,
sempre podem atribuir o desequilíbrio ao peso da barriga.

5. CERVEJA PODE DIMINUIR OS REFLEXOS DOS MOTORISTAS?
Não. Uma experiência foi feita com mais de 500 motoristas: foi dada uma
caixa de cerveja para cada um beber e, em seguida, foram colocados um por um
diante do espelho. Em nenhum dos casos, os reflexos foram alterados.

6. A BEBIDA ENVELHECE?
Sim. A bebida envelhece muito rápido. Para se ter uma idéia, se você deixar
uma garrafa ou lata de cerveja aberta ela perderá o seu sabor em
aproximadamente quinze minutos.

7. A CERVEJA ATRAPALHA NO RENDIMENTO ESCOLAR?
Não, pelo contrário. Alguns donos de faculdade estão aumentando suas rendas
com a venda de cerveja nas cantinas e bares na esquina.

8. O QUE FAZ COM QUE A BEBIDA CHEGUE AOS ADOLESCENTES?
Inúmeras pesquisas vinham sendo feitas por laboratórios de renome e todas
indicam, em primeiríssimo lugar, o garçom.

9. CERVEJA ENGORDA?
Não. Quem engorda é você.

10. A CERVEJA CAUSA DIMINUIÇÃO DA MEMÓRIA?
Que eu me lembre, não.

Desmond Tutu, Israel e EU



Jordan Ash - Common Dreams
Quando eu era criança, minha mãe incutiu-me um forte sentido de certo e errado. A moral que ela transmitiu estava firmemente enraizada na história do povo judeu. Minha mãe falou-me dos pogroms na Rússia, das duras condições de trabalho que os judeus tiveram que suportar e da discriminação que enfrentaram nos Estados Unidos. Ela também me falou de Samuel Gompers, que fundou a Federação Americana do Trabalho, e de Michael Schwerner e Andrew Goodman que deram suas vidas, ao lado de James Chaney, no movimento em defesa dos direitos civis.

As lições que aprendi foram claras. Devemos lutar pela Justiça. A discriminação e o preconceito são coisas erradas. Todas as pessoas são iguais e merecem ser tratadas com dignidade e respeito.

Nos feriados, comemorávamos momentos onde praticamos essas lições. Na Páscoa, nos lembrávamos que éramos escravos no Egito. A Chanukah é a história de como Judas Macabeu e um pequeno grupo de homens derrotaram o exército grego para que pudéssemos praticar a nossa religião. No Purim, nós vaiávamos quando ouvíamos o nome de Haman, que queria destruir os judeus e brindávamos a Ester que arriscou a vida para salvar seu povo.

E, é claro, ela me falou do Holocausto, das formas heroicas com os quais os judeus lutaram e dos modos horríveis pelos quais morreram. Esta foi a história que deu tanta importância à fundação de Israel. Era como se, após uma sucessão de tragédias, a história do nosso povo tivesse um final feliz.
Como fui ensinado, os árabes queriam negar-nos esse final feliz e jogar todos os judeus no mar, simplesmente porque eram judeus. Eu, como tantos outros judeus, não fui ensinado que a fundação de Israel exigiu a remoção forçada de 700 mil palestinos.

Quando cheguei à faculdade, em 1985, rapidamente me envolvi em uma tentativa de envolver a escola em um boicote contra empresas que faziam negócios com a África do Sul. Fui preso em um ato de desobediência civil, juntamente com outros dez estudantes, incluindo Amy Carter, filha do ex-presidente e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Jimmy Carter.

Por volta dessa época, vi um panfleto que falava sobre a aliança profana entre os Estados Unidos, África do Sul e Israel. Eu quis acreditar que se tratava de uma falsa acusação promovida por anti-semitas contra Israel, mas não era. Israel forneceu armas para o regime do apartheid.

Alguns anos mais tarde, quando Nelson Mandela foi libertado da prisão e visitou os Estados Unidos, alguns judeus ameaçaram protestar por causa de declarações de Mandela, comparando a luta dos palestinos com a dos negros sul-africanos.

O fato de essa verdade sobre Israel ser algo muito doloroso, eu ignorei-a. Mesmo eu que procurava viver com os valores transmitidos por minha meu, que trabalhava com os sindicatos e organizações da comunidade, ignorei o que as pessoas estavam dizendo sobre a opressão contra os palestinos. Eu coloquei Israel fora da minha mente e, por um longo tempo, também coloquei os judeus fora de minha mente.

Então, vinte anos depois, ouvi um grupo de jovens judeus se manifestarem contra o que Israel estava fazendo nos territórios ocupados e como eles – como judeus – se sentiram obrigados a fazer tudo o que podiam para impedir isso.

Eu fui para Israel então, para ver com meus próprios olhos. Eu vi que Israel estava construindo um muro de 425 milhas, separando comunidades e famílias umas das outras, agricultores de suas terras e impedindo os palestinos de chegarem ao trabalho ou à escola. Vi que o governo israelense estava demolindo casas palestinas, enquanto continuava permitindo a construção de novos assentamentos judaicos.

Ficou claro para mim que o principal interesse de Israel não era alcançar a paz, mas tomar as melhores terras para si, enquanto forçava os palestinos a uma vida de pobreza cheia de lembranças diárias de seu “status inferior”. A minha experiência confirmou o que Jimmy Carter tinha dito: que Israel criou um sistema de apartheid.

Pouco tempo depois de ter voltado, a Universidade de St. Thomas, em St.Paul, desconvidou o arcebispo Desmond Tutu para uma atividade, após o Conselho de Relações da Comunidade Judaica ter dito que Tutu teria feito comentários ofensivos à comunidade.

O que Tutu havia dito? “Eu fiquei profundamente angustiado na minha visita à Terra Santa, que me lembrou muito do que aconteceu com nós, negros, na África do Sul. Eu vi a humilhação dos palestinos nos postos de controle e de bloqueio nas estradas, sofrendo como nós, quando os jovens policiais brancos nos impediam de nos locomover”. Às vezes a verdade dói.

O site JCRC Minnesota apresenta uma citação do líder zulu sul-africano Chefe Buthelezi dizendo que “o regime israelense não é o apartheid”. Quem é o chefe Buthelezi? Ele foi um dos únicos negros sul-africanos a se opor ao boicote e a incentivar o investimento estrangeiro na África do Sul, alegando que era uma coisa boa para o povo negro. A comunidade empresarial internacional abraçou-o e ignorou o fato de que todos os líderes negros do movimento anti-apartheid eram a favor de sanções e do boicote.

Inspirado pelo sucesso do movimento de boicote e de desinvestimento contra o apartheid sul-africano, uma ampla fama de organizações da sociedade civil palestina fez um apelo em 2005 em favor da campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções como parte de uma campanha não violenta para acabar com a ocupação israelense.

As pessoas que se opunham ao boicote à África do Sul 25 anos atrás argumentavam que a melhor maneira de mudar o apartheid era por meio do “engajamento construtivo” das corporações com o regime do apartheid. Elas estavam erradas.

Para mim, é tão imoral empresas lucrarem com a ocupação israelense da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Leste quanto era no caso das empresas que lucravam com o apartheid sul-africano. Como o mundo e eu aprendemos há 25 anos, a pressão externa é muitas vezes necessária para provocar mudanças políticas e deter um governo opressor. A geração de hoje está preparada para desempenhar um papel histórico, ajudando a trazer a paz, a justiça e a igualdade para o Oriente Médio.

(*) Jordan Ash é representante do movimento Jewish Voice for Peace, em Minnesota (EUA)

Tradução: Katarina Peixoto
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Thursday, May 12, 2011

Filha de Ministro faz maracutaia.


QUANDO É QUE ISTO VAI ACABAR?
 A filha do Ministro
A filhinha de Min. do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral,
deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso.
Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país. Que
bandidos?
Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do
ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa
de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de
conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um
desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos
públicos.
O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que
está no Tribunal Regional Federal da 1ª região
(
http://www.trf1..gov.br/)
Autora: Glória M P Ribeiro e Rés: a União Federal e a Fundação
Universidade de Brasília.
Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de
técnico-judiciário, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é
ministro.
Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e,
adivinhem, obteve liminar. Fez a prova da segunda fase, a prova
discursiva. Foi reprovada novamente.
Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados. Adivinhem:
ganhou nova liminar e mais: foi "nomeada provisoriamente" e está
ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!).
Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem
elevados a 28,22.
Parece brincadeira, mas conseguiu. Seus pontos foram elevados num
passe de mágica.
O caminho das pedras foi arranjar um "professor particular" (isso
mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que
certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro,
Antônio Pádua Ribeiro.
Aí veio o julgamento do mérito do caso. O juiz federal de Brasília (1ª
Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido,
que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua
Ribeiro, nas custas e honorários de R$10.000,00 (ainda existem
juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região
e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio
Ezequiel louvaram
a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com
louvor!
Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a
prova foi igual para todos e não seria justo que um professor
escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo
professor corrigisse a prova de todos.
Não é justo?
A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige
provas de concurso, devido à independência das banca e porque senão a
Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca
dos milhares de concursos.
Todo mundo sabe o que houve nos bastidores.
Houve apostas no meio jurídico se a "banca Pádua Ribeiro" iria conseguir.
Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é
mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo.
Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que
disputou em igualdade de condições e passou.
Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no
tapetão sujo do tráfico de influência.
De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já
elimina muitos candidatos!
A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a
ortografia da redação, acatando a tese da "banca Pádua Ribeiro".
Nem tudo está perdido. Existe recurso para o STJ, e todos esperam que
a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal
não fiquem coniventes.
Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o
verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado.
E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério
mesmo.
O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima
relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa
"Glorinha", está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho
Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado
nos jornais.
Parece gozação!... MAS É A TRISTE REALIDADE DO NOSSO PAÍS.
ATÉ QUANDO VAMOS SUPORTAR TUDO, CADÊ O NOSSO BRIO,
A NOSSA INDIGNAÇÃO CONTRA TAMANHO DESCALABRO E INJUSTIÇA?
POR ENQUANTO, ATÉ NÃO TERMOS CORAGEM DE SAIR ÀS RUAS,
TEMOS UMA ARMA DE DEFESA - A INTERNET - FAÇAMOS ALGUMA COISA:
Divulguem. Vamos acabar com essa pouca vergonha!

Sunday, May 08, 2011

Olho no Futuro- coluna de Mirtiam Leitão faz considerações



Olho no futuro, por Míriam Leitão

Esta semana o Brasil pode tomar uma decisão que vai afetar as futuras gerações. O país tem diante de si muitas dúvidas, mas já tem uma certeza: até agora, errou muito. O Código Florestal não é sobre o conflito entre produtores rurais e ambientalistas, é sobre os erros do passado, as chances e riscos do futuro. O debate tem sido medíocre.

O fotógrafo brasileiro e global Sebastião Salgado passou os últimos anos olhando o presente do futuro num projeto chamado Gênesis, que lembra o passado mais inicial. Fotografa o que resta de protegido na natureza. Essa ideia surgiu quando voltou para a fazenda em que cresceu no interior de Minas, Aimorés. Tudo árido, desmatado, morros pelados, erosões. Nada lembrava a vida cheia de verde que ele tinha visto na infância. Ele começou a replantar. Mil, duas mil, um milhão de mudas de espécies nativas. A água, que havia secado, brotou de novo; as árvores cresceram, voltaram animais, pássaros. A mulher do fotógrafo e autora do projeto, Lélia Salgado, quando me contou o momento da descoberta da água retornada, se emocionou.

Os produtores pensam estar protegendo seus interesses quando defendem anistias e leis que aceitam mais desmatamento. Podem estar secando seus rios, revoltando os leitos que vão mostrar suas fúrias nas tempestades, minando o solo, que vai secar, desabar ou se partir nas crateras da erosão. Podem estar contratando o acirramento de fenômenos climáticos extremos que destruirão suas terras, plantações e a economia do país.

O dilema que está diante de nós é maior do que temos visto. O Brasil é ao mesmo tempo um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o país com a maior diversidade biológica do planeta, um dos grandes reservatórios de água. Como é possível conciliar a abundância das chances que temos? Há países que administram a escassez. Temos sorte.

Os ruralistas disseram que querem mais terra para plantar. Com a produção deles, o Brasil garante a balança comercial, aproveita a alta das commodities, acumula reservas cambiais, entra em todos os mercados como o primeiro do mundo em muitos produtos. Os produtores são parte do nosso sucesso como país. Os ambientalistas dizem que o país já destruiu demais. Foram 333 mil km na Amazônia nos últimos 20 anos: 11 Bélgicas, quase uma vez e meia o território do Reino Unido. Além disso, reduziu a quase nada a Mata Atlântica, é insensível ao Cerrado, ameaça o Pantanal, despreza a Caatinga. Os ambientalistas são parte do nosso melhor projeto. Os cientistas fizeram um grupo de trabalho, reuniram mentes brilhantes, estudaram profundamente e fizeram um relatório que alerta para os riscos de o país escolher mais desmatamento. Foram ignorados e disso deram ciência ao país. A Agência Nacional de Águas (ANA) ouviu os técnicos e avisou: sem a cobertura vegetal, vamos perder água; o elemento da vida que está ficando cada vez mais escasso. A agência foi ignorada como se chovesse no molhado.

No meio dessa complexidade, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) escolheu apequenar seu campo de visão e viu apenas um dos lados do polígono. Não entendeu que esses são conflitos não antagônicos, para usar uma linguagem que talvez ele ainda tenha de memória. É preciso ver toda essa diversidade. Escolhendo ouvir só os produtores de visão estreita, ele pode estar revogando os interesses mais permanentes dos próprios produtores. Sem proteção do meio ambiente não haverá água, sem água não haverá produção. Sem meio ambiente não há agronegócio. Os interesses são mais convergentes do que parecem.

Os produtores têm razão em reclamar que a lei mudou no meio do caminho em alguns pontos. Olhar esses pontos com sinceridade é necessário. A ANA lembrou as políticas de incentivo ao desmatamento e as alterações de tópicos da lei e separou o que o projeto misturou: "Quem agiu de boa fé" e "quem comprovadamente gerou passivo ambiental." O projeto mistura tudo quando anistia quem desmatou até 22 de julho de 2008. O texto como foi escrito estatiza os custos e privatiza o lucro.

Os cientistas alertam que uma pequena alteração feita no texto representa um risco imenso. Se a mata em torno dos rios tiver que ser calculada a partir da menor calha, e não das bordas maiores, os rios da Amazônia que enchem e encolhem ao longo do ano podem perder 60% da sua proteção.

A ANA, a Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) avisam que não se deve mudar o código. A tarefa é aprimorar a lei e melhorar a implementação. A ideia de que uma lei deve ser jogada fora porque muitos não a respeitaram é estranha. Ela não foi entendida nem pelo governo que a baixou em 1965, mas para nossa sorte ela ficou atual. Protege áreas frágeis da erosão e dos deslizamentos. Protege rios e mananciais de água. Cria a obrigação de cada proprietário reservar uma parte da sua terra para a vegetação natural. Está em sintonia com o tempo da mudança climática que já está entre nós.

A oposição desistiu do futuro; o governo decidiu escolher o menos pior. Erram os dois. O sensato é querer o melhor. Olhar para as exigências que o planeta nos faz para as próximas e decisivas décadas. Entender como aumentar a produção conservando os ativos. Fazer mais com cada hectare de terra da agricultura e da pecuária. Tirar mais informação da biodiversidade que recebemos por herança. Não se deve votar com olhos paroquiais. É pelo porvir que se vota, congressistas. Leis não são mudadas para apagar o crime do passado, mas para garantir o melhor futuro.

(Míriam Leitão é colunista de O Globo e publica coluna diária no caderno Economia de diversos jornais, inclusive o Diário de Pernambuco)

http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/05/08/economia5_0.asp
http://www.facebook.com/note.php?created&&note_id=10150167502809930

PARA MEDITAR



"Um banco é um estabelecimento que nos empresta um guarda-chuva num dia de sol e o pede de volta quando começa a chover"... (Robert Frost)

Saturday, May 07, 2011

Nutricionista lista os dez piores alimentos para o corpo humano

                    CREDO EM CRUZ...

 


10º lugar:Sorvete. Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.
9º lugar:Salgadinho de milho. De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.

8º lugar: Pizza. A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercadosestá cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7 º lugar:Batatas fritas. Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenaspresentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo.

6 lugar:Salgadinhos de batata. Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.

5º lugar: Bacon. Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão

4º lugar:Cachorro-quente. Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal


3º lugar:Donuts (rosquinhas). Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada.

2º lugar:Refrigerante. Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar:Refrigerante Diet. “É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte

“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.

Friday, April 29, 2011

Pérolas do Nyemayer



Mais uma prova de que a caduquice só ocorre para os que se negam a
continuar vivendo normalmente. Vejam o que ele deixa em seu blog no
twitter, pois há algumas perfeitas para começar a semana.
PÉROLAS DE OSCAR NIEMAYER (102 ANOS)

- Ganhei um convite para ver o filme da Bruna Surfistinha. Espero que
seja MESMO um filme sobre surf. O filme da Bruna Surfistinha é uma
apologia ao baixo meretrício e aos mais baixos instintos humanos. Mas
pelo menos rolou uns peitinhos.



- Meu médico me proibiu de tomar vinho todos os dias. Sorte que ele
não falou nada sobre Smirnoff Ice.

- Fui convidado para ver o pessoal do Comédia em Pé. Só não vou
porque minha artrite não deixa ficar em pé muito tempo.

- Esse humor do Zorra Total já era antigo quando eu era criança.

- Linda, eu não vou a museus. Eu CRIO museus. Quer ir Ver uns
museus?

- Sem sono e a fim de sair pro agito. Quem embarca?

- Existem apenas dois segredos para manter a lucidez na minha idade:
o primeiro é manter a memória em dia. O segundo eu não me lembro.

- Ivete Sangalo me encomendou o primeiro trio elétrico de concreto
armado do mundo. O pessoal aqui no escritório já apelidou de
"Sangalão". A proposta era fazer o "Sangalão" de madeira para ficar
mais leve. Aí eu disse pra Ivete "Quer de madeira? chama um
MARCENEIRO!".

- Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá foi
como criar um lindo vaso de flores pra vocês usarem como PINICO.

- Caro Sarney: ser imortal na Academia Brasileira de Letras é mole.
Quero ver é tentar ser aqui fora!

- Nunca penso na morte, NUNCA. Vou deixar para pensar nisso quando
tiver mais idade.

- Perto de mim Justin Bieber ainda é um espermatozóide.

- Odeio praias lotadas aos domingos. Não dá pra surfar direito, é
o maior crowd.

- Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião. O de
camburão seria mais adequado. Na verdade quem projetou Brasília foi
Lúcio Costa. Eu fiz uns prédios e avisei que aquela merda não ia
dar certo. Sim, ela é aquele avião que não decola NUNCA. Segundo a
Nasa, Brasília é inconfundível vista do espaço.

- Duro admitir, mas atualmente Marcela Temer é o monumento mais
comentado de Brasília.

- Todos ficam falando Zé Alencar é isso, Zé Alencar é aquilo. Mas
quem fez Pilates e caminhou na praia hoje? EU!

- O frevo foi criado há 104 anos. Ou seja: só tive um ano de
sossego desse pessoal pulando de guarda-chuvinha.

- Segredo da Longevidade 48: Não viva cada dia como se fosse o
último. Viva como se fosse o primeiro.

- Na minha idade, a melhor coisa de acordar de madrugada para ir ao
banheiro é ter acordado.

- Alguns homens melhoram depois dos 40. E eu mesmo só comecei a me
sentir mais gato depois dos 90.

- Queria muito encontrar um emprego vitalício. Só pra garantir o
futuro, sabe... Andei Comprando apostilas para Concurso do Banco do
Brasil. Não quero viver de arquitetura o resto da vida.

- Foi-se o John Herbert, 81 anos. Essa molecada da área artística
se acaba rápido demais.

- Só me arrependo de UMA coisa na vida: de não ter cuidado melhor
da minha saúde para poder viver mais.

- São Paulo mostrou ao Brasil como se urbanizar com inteligência:
basta fazer o exato contrário do que aconteceu lá.

- Fato: o meu edificio Copan aparece em 50% dos cartões postais de
São Paulo. DE NADA.

- A quem interessar possa: eu NÃO estive presente na fundação de
São Paulo há 457 anos. Na verdade eu não fui nem convidado.

- Se eu projetasse a casa do Big Brother os participantes iriam
brigar pra ver quem saía PRIMEIRO.

- A vida é um BBB e eu quero ser o último a sair

Thursday, April 28, 2011

Massacre ‘AMOK’



Massacre ‘AMOK’

Posted: 23/04/2011
por RAYMUNDO DE LIMA*
Os primeiros massacres em escolas pareciam sintomas do mal-estar da cultura anglo-saxônica: Estados Unidos, Escócia, Alemanha. Mas depois ocorreu em Israel (com terroristas palestinos), na Rússia (com terroristas tchetchenos, com 386 mortos, maior número de vítimas fatais), no sul da Argentina e até na China. Como os chineses não têm fácil acesso às armas de fogo, facões foram usados contra crianças.
Os massacres vêm ocorrendo em número maior nas escolas pelo mundo; deveriam ser obra de psicopatas ou psicóticos, agindo a esmo, sem motivo e sem sentido. Faz uma década que alguém levantou uma ‘boa’ hipótese sobre este tipo de crime: reação racional às humilhações e intimidações (bullying). Mas, sinalizo: é apenas uma hipótese. Como aprendemos em Metodologia da Pesquisa, hipótese é uma afirmação provisória, para ser investigada sistematicamente com os critérios da ciência. Ela pode ou não ser comprovada.
Um dos poucos sociólogos a estudar sobre o assunto, o alemão Robert Kurz, denominou tal ato criminoso de “amok”: vem de Amok, palavra de origem malaia, que significa raiva cega; é empregada pela psiquiatria para designar o ser humano tomado por fúria cega que sai matando pessoas e animais, aparentemente sem motivo e, na maioria dos casos, suicidam-se no final.
Em verdade, o amok não apresenta sintomas de psicose (loucura), nem antecedente criminal, mas sua personalidade parece ser resultado de ressentimentos acumulados, raciocínio vingativo generalizado e disposição para treinamento com armas de fogo visando eliminar maior número de pessoas. Pode ser reação ao bullying, mas porque os 99,9 que sofreram bullying não saem por aí matando pessoas e animais?
Também dizer que o criminoso é psicopata indica desconhecer o que é psicopatia, sociopatia e o perfil amok. O massacre amok é um ato louco, sim, mas seus assassinos não são psicopatas/sociopatas, nem necessariamente psicóticos como parece indicar a conduta do responsável pelo ataque à escola do Realengo. O bilhete suicida escrito por ele levanta a hipótese de transtorno de personalidade com fanatismo religioso, próximo do estilo dos terroristas fundamentalistas que lutam por causas delirantes ou políticas. Para fanáticos que lutam por uma causa política ou mística vale tudo, principalmente quando é possível adquirir armas e aprimorar o acerto nos alvos escolhidos.
Os estudiosos sobre o assunto hoje trabalham com um perfil do criminoso amok: 61% ocorre por vingança (bullying), 61% são depressivos reativos, 83% sofrem dificuldade para lidar com perdas, 93% demonstram comportamento estranho, 95% dos ataques são planejados com armas de fogo adquiridos de parentes ou conhecidos.
Qualquer lugar onde há facilidade de conseguir armas, eleva a probabilidade de ocorrência de atos deste tipo. Os crimes amoks indicam que:
a) Todos os assassinos eram homens;
b) Personalidade esquizo, calados, ressentidos, fora do controle da família;
c) Viciados em jogos e filmes violentos;
d) Sabiam manejar as armas como se fossem profissionais;
e) Antes, não apresentam qualquer sinal de comportamento desviante ou histórico de delinquência, mas tinham histórico familiar complicado;
f) Escolheram uma escola, universidade ou shopping, ou seja, os massacres são planejados para serem públicos: “não se trata de alvejar os passantes a partir de uma janela escondida: a matança é teatral” (Calligaris: FSP, 19/03/09).
ALERTA: o massacre da escola de Realengo pode ter aberto a caixa de Pandora, isto é, pode acontecer novamente em escolas e universidades do território brasileiro. Portanto, não é exagero se secretarias de educação elaborassem manuais e até treinos de sobrevivência para professores, alunos e funcionários, como já acontece em algumas partes do planeta. A esquerda brasileira, nestas horas, deve levar em conta que o treino militar “preventivo” é obrigatório nas escolas e universidades da China, Cuba, Coréia do Norte.
Também os gestores das escolas públicas ou particulares deveriam providenciar apoio psicológico individual ou em grupo para professores, alunos e funcionários, que se identificaram profundamente com o sofrimento e desespero dos colegas da escola Tasso da Silveira. Para as personalidades que perderam a ternura na luta política ou que visam apenas lucros de empresa, esta proposta parece exagerada ou absurda.
Instalar catracas, câmeras, detector de metais, mas sem um estudo minucioso, poderá ser dinheiro desperdiçado. Mas, cada escola deve fazer seu próprio estudo e discutir sobre “que fazer”. É mais prudente, sim, investir na formação ‘realista’ dos professores e reformar a cultura da escola, para além dos modismos e ideologismos. Será difícil refundar a cultura da escola se continuarmos com o nosso modo de viver sem-vínculos, sem-amizade, sem-confiança no outro, e acreditar numa segurança produzida pelos condomínios fechados ou edifícios com câmeras, guardas e cerca elétrica.
Por outro lado, que fazer, senão buscar uma prevenção limitada ou relativa, usando meios eletrônicos, guardas, cachorros, etc. Se os professores e alunos se sentissem responsáveis pelo bem público, não teriam deixado ladrões roubarem tantos aparelhos caros da universidade. Ou teriam impedido estupros e sequestros relâmpagos. Enquanto não amadurecemos nosso senso de vigilância e responsabilidade para com a coisa pública, cabe aos gestores da universidade irem em busca de contratar empresas e plano especial de segurança. Nesta esteira de medidas paliativas (neoliberais?) é que voltamos à discussão sobre o desarmamento, no Brasil. Depois do massacre na Alemanha, em 2009, o governo aprovou leis duras de desarmamento da população. Até agora, não houve mais massacres amoks e outros crimes bárbaros neste país. Mas nos EUA, que são reféns da indústria bélica, nada é feito neste sentido. E os crimes amoks vêm ocorrendo em intervalos cada vez menores.
Como prevenção, é imperiosa uma nova educação ou “educomunicação”, para formar sujeitos capazes de discernir a realidade concreta da realidade violenta produzida pelas mídias. Porque os assassinos amoks atuam como se estivessem vivendo a realidade de um filme ou jogo eletrônico, só que com armas de verdade. A mídia contribui como reforço da cultura da violência, sim, mais pela repetição e espetacularização. Dá sempre impressão que bom é ser mau. Que o bandido é sempre o herói, ainda que tenha matado muitas crianças inocentes.
Ainda, só uma “nova” educação poderia “trabalhar” os sintomas de fanatismo (religioso, político, desportivo, midiático) e perda do senso de fronteira entre o real e o virtual produzido pelas mídias. Também os pesquisadores precisam calibrar suas pesquisas, incluindo mais este tema e problema.
"OBSERVAÇÃO de 18/04/2011: parei de ler os comentários de especialistas e tagarelistas sobre o massacre de Realengo, porque estava me dando náuseas. Se por um lado é necessário fazer crítica ao sensacionalismo da imprensa televisiva, por outro, não deve escapar de também serem criticadas as pseudo-análises, porque ambas se sustentam em critérios puramente ideológicos e parecem extrair gozo da situação trágica pra fazer sua propaganda política. Isto é nojento. Embrulha o meu estômago. Lamentavelmente, existe muita “opinião” (piruadas) e pouca ou nenhuma “episteme” nos escritos que li na internet e nos debates que assistir na TV aberta e por assinatura. Mais profundo foi a entrevista com o professor da Faculdade de Educação da USP, Julio Groppa Aquino, que cumpriu sua função docente de instigar o debate, superarmos o senso comum pedagógico, o senso comum psicológico e o senso comum sociológico. Há um texto do Antonio Zuin que também aprofunda o crime amok, publicado anos antes. Apenas o professor Aquino pediu “sobriedade e certo distanciamento, à moda dos antigos”, visando decantar as informações e superar a “tagarelice explicativa” do pessoal da imprensa e dos políticos profissionais e amadores que nos rondam. “Se quisermos honrar os mortos de fato, precisaremos mais do que alguns minutos de silêncio. Precisaremos nos aquietar (…). Aos que crêem no sobrenatural, cabe rezar pelos que se foram. Aos demais, resta-nos apenas um nó na garganta, um nó que não desata” (ver entrevista disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos.escola-de-seguranca-maxima,704293,0.htm).
Além de faltar fazer “dialética com a realidade concreta”, suspeito que muitas pseudo-análises se acovardam diante da realidade dos fatos, apresentando sempre um cobertor curto teórico para uma realidade complexa. Poucos, enfim, são prudentes na análise lógica dos fatos e fenômenos, e ao mesmo tempo falta humildade necessária para reconhecer que neste tipo de violência estamos como cegos diante de um elefante (lembrando o filme de mesmo nome, e a lição budista, lembrados por Aquino). Observei que os mais irresponsáveis intelectualmente misturam massacre ‘amok’ com serial killer, psicopatia, psicose, sociopatia, fanatismo, fundamentalismo, terrorismo, etc. Por falar em terrorismo, depois do 11 de setembro/2001, soube alguns professores irresponsáveis ou criminosos em potencial, fizeram elogios ao ato criminoso que matou civis de tantos países. Seriam eles influência nefasta dos jovens desequilibrados que, na internet, elogiam o massacre de Realengo?"


* RAYMUNDO DE LIMA é Professor do DFE-UEM e Doutor em Educação pela USP. (Publicado originalmente em O DIÁRIO do Norte do Paraná, em 15/04/2011. Aqui, com alterações e complementos).
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Tuesday, April 26, 2011

Preço da gasolina


A Petrobras está divulgando uma nota que não podia ser mais esclarecedora:
” R$ 1,05. É esse o preço do litro da gasolina, sem adição de etanol, vendida pela Petrobras desde 2009. Em 9 de junho daquele ano, houve reduçãode 4,5%. Desde então, não ocorreu mais nenhuma alteração no preço da gasolina vendida às distribuidoras na porta das refinarias.”
Isso representa 28% do preço pelo qual vem sendo vendido o combustível. A empresa diz que o resto são 40% impostos (dos estados) e  e 11%margens de lucro dos distribuidores e postos (privados) e 22% o preço do álcool misturado à gasolina à razão de 25%.
Portanto, em 10 litros de combustível vendido – a R$ 3 o litro, no posto -  há 7,5 litros de gasolina, que custam R$ 7,88.  E 2,5 litros de álcool, que custam R$ 6,06.
O litro da gasolina ( estatal) custa R$ 1,05 e o do álcool (privado) R$ 2,42.
Custava, há pouco mais de uma semana. Porque já está em R$ 2,72, segundo a cotação do mercado, hoje.
Reduzir a quantidade de álcool anidro (não é o mesmo que o hidratado, vendido nos postos) vai obrigar a Petrobras a importar, pois a nossa capacidade de refino de gasolina está esgotada e os investimentos da Petrobras em ampliar o número de refinarias – R$ 40 bilhões – são de maturação demorada.
Ou o Governo entra de sola sobre o setor alcooleiro ou leva a culpa que não tem pelo aumento dos combustíveis.
Enquanto isso as multis vão avançando sobre a indústria sucroalcooleira, dominando o processamento da cana.
Fonte: Tijolaço

Tragédia em Realengo se transforma em circo de horrores dissociado de reflexão social



Tragédia em Realengo se transforma em circo de horrores dissociado de reflexão social

Posted: 21/04/2011
por DUARTE PEREIRA*
“Alô, alô, Realengo:
Aquele abraço!”
(Gilberto Gil, no samba-exaltação Aquele abraço, ao partir para o exílio, forçado pela ditadura militar)

A dor pelas mortes e pelos ferimentos, brutais e gratuitos, das crianças e pré-adolescentes da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, não deve obscurecer nossa consciência crítica.
Nada que é humano é somente individual. É individual e social. Mesmo a loucura e suas consequências.
Em que exemplos de violência e insensibilidade, reais e fictícios, o rapaz Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ex-aluno da escola atingida, buscou inspiração? Onde conseguiu informações sobre o manejo de armas e o planejamento de massacres? Como adquiriu os dois revólveres e a farta munição que utilizou? Por que Wellington, filho de uma paciente psiquiátrica, arredio desde criança, e que já apresentava há vários meses, após o falecimento dos pais adotivos, sinais perceptíveis de descontrole e decadência pessoal, foi esquecido sozinho numa casa herdada, sem apoio nem assistência?
A forma capitalista de vida social, sobretudo em seus traços contemporâneos, engendra um individualismo cada vez mais exacerbado e uma perda crescente de atenção e solidariedade das pessoas entre si. Não é possível outra forma de sociabilidade humana, que reduza tragédias como a que ensanguentou ontem pela manhã o bairro carioca de Realengo?
Estou cada vez mais estarrecido com a cobertura predominantemente passional e facciosa da tragédia ocorrida em escola municipal do Rio de Janeiro, no bairro do Realengo.
O jovem Wellington de Oliveira, autor dos disparos que mataram e feriram alunos inocentes da escola, foi chamado de “meliante” nas primeiras declarações do policial que o abateu e continua sendo indigitado como “assassino” por quase toda a mídia, embora já se saiba que sofria de esquizofrenia desde criança. A mídia negligencia as informações de que Wellington, quando era aluno da escola, passou por vexames e humilhações por causa de sua introversão e bizarrices. Não aborda a falta de acompanhamento e tratamento adequados de um paciente diagnosticado de esquizofrenia desde criança, o que agravou a evolução de sua enfermidade. Não trata das informações sobre atentados e manejo de armas que podem ser acessadas facilmente na internet. Não reavalia a divulgação maciça, cotidiana e acrítica dos mais variados atos e formas de violência praticadas por grandes potências e contumazes delinquentes, reproduzidos em filmes de sucesso e até mesmo em jogos eletrônicos. Não esclarece como Wellington conseguiu as armas e as munições, sem as quais não poderia ter feito seus disparos cruéis e desvairados. Não alerta para a atmosfera envenenada de individualismo e competição em que a infância e a juventude vêm sendo forjadas.
Com essa cobertura irresponsável e superficial, a maioria da mídia apenas acirra a dor e as reações equivocadas dos parentes das vítimas e de um amplo setor popular. E, nesse clima irracional, as autoridades policiais já alertam para possíveis ataques de represália a familiares do jovem atirador.
São poucos também os professores e mais reduzidas ainda as entidades do magistério que têm vindo a público para lembrar a violência que se tornou endêmica nas escolas, principalmente nas escolas públicas, rebatendo a ideia de que a tragédia do Realengo possa ser considerada um fato isolado e imprevisível. Surpreende também que os movimentos de saúde, sobretudo os de saúde mental, não se empenhem em repor a apreciação do trágico acontecimento num quadro mais objetivo e multilateral, que leve em conta a condição do autor dos disparos, a falta de acompanhamento e tratamento de seu padecimento mental e as circunstâncias finais de abandono e solidão que precederam seu gesto de sofrida insanidade. Preocupa também que juristas de indiscutíveis convicções democráticas não se pronunciem para reclamar o tratamento jurídico adequado que merece um jovem esquizofrênico, mesmo que pratique atos de grande crueldade.
Abalados pelo acontecimento, que não conseguem entender satisfatoriamente, muitos parecem retroceder à Idade Média, quase pregando a condenação dos loucos como endemoninhados e bruxos e seu justiçamento nas chamas de fogueiras.
Vêm à lembrança as advertências de Engels e de Rosa Luxemburgo de que o declínio da civilização capitalista poderia ser seguido não por um salto socialista, mas por uma regressão à barbárie. É preciso insistir, portanto, na necessidade de lutar pela alternativa de uma civilização superior, socialista, baseada não apenas no poder democrático dos trabalhadores, na propriedade social dos meios de produção, no  planejamento das atividades econômicas ou em serviços públicos universais e de qualidade, principalmente nas áreas de saúde, educação e previdência, mas também em valores de respeito, solidariedade e ajuda mútua no convívio social.
Questões que não querem calar
O programa “Fantástico” transmitido pela Rede Globo na noite de domingo exibiu novas reportagens sobre a tragédia que se abateu sobre a Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. As reportagens devem ter suscitado novas preocupações nos espectadores atentos.
1) É legal e admissível que a polícia carioca repasse imagens e documentos da investigação para a Rede Globo com exclusividade, discriminando os outros veículos de comunicação?
2) Segundo as imagens transmitidas, as professoras das duas salas de aula invadidas pelo atirador foram as primeiras a fugir, deixando para trás as crianças e adolescentes pelos quais eram responsáveis. Por que a entrevistadora não questionou esse comportamento? Por que as autoridades educacionais do Rio de Janeiro não apuram, nem discutem com as famílias dos alunos, a conduta da direção, dos professores e dos funcionários da escola no episódio, até mesmo para estabelecer padrões de reação escolar na eventual repetição de ocorrências semelhantes? Segundo regra conhecida, o comandante de uma embarcação que naufraga deve ser o último a abandoná-la.
3) Relatos de colegas de Wellington de Oliveira, reproduzidos pelo programa da Globo, confirmaram que o menino introspectivo e vulnerável costumava ser objeto de gozações e humilhações na escola. Grupos de alunas o cercavam, roçando seu corpo e simulando assediá-lo sexualmente, para o sádico divertimento de outros alunos e alunas que assistiam. Em uma ocasião pelo menos, colegas mais fortes o levantaram pelas pernas, enfiaram sua cabeça numa privada e acionaram a descarga, conforme os entrevistados admitiram. Contraditoriamente, uma das professoras que abandonou precipitadamente a sala de aula, deixando para trás seus alunos, declarou enfaticamente no programa da Globo que nunca houve “histórico de violência” na Escola Municipal Tasso da Silveira. O que era feito com Wellington não configura violência e violência repetida? Como são supervisionados os banheiros, os horários de recreio e as saídas das escolas, que se têm revelado momentos e espaços críticos para a integridade e a segurança de alunas e alunos mais indefesos?
4) Conforme as declarações de um dos irmãos de criação de Wellington, a mãe deles foi chamada à escola, alertada para o comportamento discrepante do aluno e aconselhada a procurar um psicólogo ou psiquiatra para avaliá-lo. Isso foi feito? Em nossa sociedade capitalista, sobretudo na fase neoliberal e privatizante que atravessa há cerca de duas décadas, existe serviço público na região capaz de assegurar esse atendimento, tratamento e acompanhamento? Por que esses aspectos da tragédia não são pesquisados, nem discutidos?
5) Por que não têm sido ouvidos juristas competentes sobre os aspectos penais envolvidos em atos de jovens esquizofrênicos, mesmo que esses atos sejam chocantes, brutais e injustificáveis como os que abalaram a escola do Realengo? Se Wellington tivesse sobrevivido, ele poderia ser levado a júri e condenado à prisão? É correto tratá-lo raivosamente como “criminoso” e “assassino” como qualquer jovem normal e imputável, esquecendo seu prolongado e negligenciado sofrimento mental? A dor merecida pelas vítimas de sua insanidade e a solidariedade com os familiares dos alunos mortos e feridos devem impedir a solidariedade com os familiares do autor dos disparos e a compaixão pelo jovem que premeditou e executou o massacre e acabou sendo vítima de seus próprios atos tresloucados?
A tragédia do Realengo precisa ser debatida de forma séria e multilateral se a intenção for evitar a repetição de ocorrências semelhantes e não apenas disputar índices de audiência.
É preciso insistir: tudo que é humano é inseparavelmente individual e social. Inclusive a loucura e suas consequências. O capitalismo contemporâneo incentiva, mais do que nunca, o individualismo, a competição, a insensibilidade. Exalta os vencedores e despreza os derrotados. Pode queixar-se de colher os frutos de seu darwinismo social?
Internem a Globo?
O locutor William Bonner anunciou ontem à noite (11/04) em tom dramático pelo Jornal Nacional, transmitido pela Rede Globo para todo o país, que o “homem” que assassinou “covardemente” alunas e alunos da escola carioca Tasso da Silveira mantinha contatos com um grupo “terrorista” supostamente islâmico, insinuando que esse grupo o poderia ter influenciado a planejar e executar o ataque sangrento à escola.
Era o que faltava. A Globo encontrou a linha ideal de investigação policial para tentar impedir qualquer discussão séria e abrangente sobre as causas que levaram à tragédia do Realengo e para deslocar as responsabilidades por essa tragédia da direita para a esquerda do espectro político. Nada de falar na esquizofrenia do jovem Wellington de Oliveira, nem na falta de apoio e tratamento que agravou sua enfermidade. Nada de recordar as perseguições e humilhações que sofreu quando era aluno da escola atacada. Nada de mencionar as informações sobre armas e massacres que podem ser acessadas facilmente na internet. Nada de aludir à cultura de individualismo, competição e insensibilidade disseminada pelo capitalismo contemporâneo. Nada de referir-se aos filmes, jogos e exemplos de truculência e crueldade que vêm dos Estados Unidos e das outras potências imperialistas. A grande questão passou a ser, para a Globo, os contatos de Wellington com um alegado grupo “terrorista”, que pode nem ser real, mas criado pela imaginação doentia do jovem.
Acresce que para os monopólios capitalistas de informação como a Globo a palavra “terrorismo” abarca tanto os atos de terror propriamente ditos e as organizações que os praticam quanto à resistência armada de povos oprimidos, como o palestino. Em contrapartida, para esses monopólios da informação, Estados, exércitos e partidos como os de Israel e dos Estados Unidos, que bombardeiam e devastam outros países e assassinam seletivamente seus líderes, não praticam o terrorismo. Assim, ao tentar envolver um suposto grupo “terrorista” nos atos tresloucados do jovem Wellington, a Globo busca comprometer setores que a população costuma considerar de esquerda no massacre justificadamente repudiado.
No esforço para montar essa versão tendenciosa, a Globo não se constrangeu sequer com uma objeção de simples bom senso: por que algum grupo terrorista, de direita ou de esquerda, teria interesse em insuflar um ataque à modesta escola municipal de bairro periférico do Rio de Janeiro?
Para revestir de alguma credibilidade a insinuação, o Jornal Nacional ouviu o ministro da Justiça que se prestou a declarar que a Polícia Federal apoiará todas as linhas de investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, inclusive a do alegado envolvimento de grupo “terrorista” com as maquinações do jovem Wellington de Oliveira. O que não consegue a poderosa Globo?


* DUARTE PEREIRA é jornalista, escritor e ex-dirigente da Ação Popular. Publicado noCORREIO DA CIDADANIA, 13/04/2011, disponível em http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5716/9/

Monday, April 25, 2011

AVISO AOS FUNCIONÁRIOS


DA DIRETORIA AOS FUNCIONÁRIOS 
INDUMENTÁRIA : 
Informamos que o funcionário deverá trabalhar vestido de acordo com o seu salário.
Se o percebermos calçando um tênis Nike de R$ 350,00 e carregando uma bolsa Gucci de R$ 600,00, presumiremos que vai bem de finanças e, portanto, não precisa de aumento.
Se ele se vestir de forma pobre, será um sinal de que precisa aprender a controlar melhor o seu dinheiro, para que possa comprar roupas melhores e portanto, não precisa de aumento.
E se ele se vestir no meio termo, estará perfeito e, portanto, não precisa de aumento. 


AUSÊNCIA DEVIDO À ENFERMIDADE:
Não vamos mais aceitar atestado médico como prova de enfermidade.  Se o funcionário tem condições de ir até o consultório médico, pode vir trabalhar. 

CIRURGIA:
As cirurgias são proibidas.
Enquanto o funcionário trabalhar nesta empresa, precisará de todos os seus órgãos, portanto, não deve pensar em remover nada. Nós o contratamos inteiro. Remover algo constitui quebra de contrato.


AUSÊNCIAS DEVIDO A MOTIVOS PESSOAIS:
Cada funcionário receberá 104 dias para tratar de assuntos pessoais a cada ano.  Chamam-se sábado e domingo. 

FÉRIAS: 
Todos os funcionários deverão entrar em férias nos mesmos dias de cada ano. Os dias de férias são: 01 de janeiro, 07 de setembro e 25 de dezembro. 

AUSÊNCIA DEVIDO AO FALECIMENTO DE ENTE QUERIDO: 
Esta não é uma justificativa para perder um dia de trabalho.Não há nada que se possa fazer pelos amigos, parentes ou colegas de trabalho falecidos.
Todo esforço deverá ser empenhado para que não-funcionários cuidem dos detalhes.
Nos casos raros, onde o envolvimento do funcionário é necessário, o enterro será marcado para o final da tarde.
Teremos prazer em permitir que o funcionário trabalhe durante o horário do almoço e, daí, sair uma hora mais cedo, desde que o seu trabalho esteja em dia.
 
AUSÊNCIA DEVIDO À SUA PRÓPRIA MORTE:
Isto será aceito como desculpa. Entretanto, exigimos pelo menos 15 dias de aviso prévio, visto que cabe ao funcionário treinar o seu substituto. 
O USO DO WC:  (extremamente  necessário) 
Os funcionários estão passando tempo demais no toalete.
No futuro, seguiremos o sistema de ordem alfabética.
Por exemplo, todos os funcionários cujos nomes começam com a letra 'A' irão entre 8:00 e 8:20, aqueles com a letra 'B' entre 8:20 e 8:40, etc. Se não puder ir na hora designada, será preciso esperar a sua vez, no dia seguinte. 

Em caso de emergência, os funcionários poderão trocar o seu horário com um colega.
Os supervisores dos funcionários deverão aprovar essa troca, por escrito, mas há um limite estritamente máximo de 3 minutos no vaso. Acabando esses 3 minutos, um alarme irá tocar, 
o rolo de papel higiênico será recolhido, a porta do box abrirá e uma foto será tirada.
Se for repetente, a foto será fixada no quadro de avisos da empresa sob o título 'Infrator Crônico'. 

A HORA DO ALMOÇO: 
Os magros têm 30 minutos para o almoço, porque precisam comer mais para parecerem saudáveis.
As pessoas de tamanho normal têm 15 minutos para comer uma refeição balanceada que sustente o seu corpo mediano.
Os gordos têm 5 minutos, porque é tudo que precisam para tomar um 'Slim Fast' e um remédio de regime.
Muito obrigado pela sua fidelidade à nossa empresa.

Portanto, toda dúvida, comentário, preocupação, reclamação, frustração, irritação, agravo, insinuação, alegação, acusação, observação, consternação e 'input' deverá ser dirigida para o RH., com a carteira de trabalho em mãos, para acerto das diferenças.


Atenciosamente:
Diretoria de Recursos Humanos